Cunhado é indiciado por homicídio e ocultação de cadáver de jovem encontrada morta após desaparecer por 23 dias


Alex da Silva Veríssimo, de 19 anos, também foi indiciado por fraude processual e tráfico de drogas. Ele está preso preventivamente desde 6 de fevereiro. O g1 tenta localizar a defesa dele. Delegado fala sobre o indiciamento do cunhado de jovem encontrada morta após desaparecer
Alex da Silva Veríssimo, de 19 anos, foi indiciado por homicídio e ocultação de cadáver no inquérito que investigou a morte da adolescente Flávia Gabriely Pires Pinto, de 17 anos. Ele é cunhado da jovem e está preso preventivamente desde quando o corpo dela foi encontrado em um córrego em Jesuítas, norte do Paraná.
Antes disso, Flávia ficou 23 dias desaparecida e o último registro dela foi feito por câmeras de segurança em uma rua da cidade.
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De acordo com o delegado Leandro Almeida, o inquérito foi finalizado nesta sexta-feira (28). No documento, o cunhado da jovem também foi indiciado por fraude processual e tráfico de drogas.
Almeida explica que durante o desaparecimento de Flávia, Alex mudou as versões do depoimento após ser confrontado pelos policiais. Na época, ele havia dito que ele e a cunhada tinham ido até o córrego para consumir drogas, mas ela teve um mal súbito e ele jogou o corpo dela no rio.
Segundo o delegado, durante as buscas por Flávia, Alex deu pistas falsas e apresentou versões em redes sociais que levaram a polícia a caminhos diferentes do que realmente aconteceu.
Relembre o crime
Com base nas provas coletadas durante o inquérito, Almeida acredita que a versão contada por Alex, ou parte dela, podem não ser verdadeiras.
“Na data de ontem, chegaram o restante dos relatórios suficientes para que pudéssemos finalizar esse inquérito policial. Conforme apurado no inquérito, a versão apresentada por ele realmente não não condiz com todos os fatos e elementos trazidos no bojo do caderno investigatório”, explicou o delegado.
De acordo com as investigações, Alex também era o responsável por adquirir a droga e fornecer a droga a menores de idade.
Com relação ao laudo necroscópico realizado no corpo de Flávia, Almeida informou que, por conta do grau avançado de decomposição do corpo, não foi possível determinar a causa da morte.
Conforme o delegado, Alex permanece à disposição da Justiça na cadeia pública Foz do Iguaçu. O g1 tenta localizar a defesa dele.
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Relembre o crime
Flávia Gabriely desapareceu no dia 13 de janeiro.
Reprodução/RPC
Flávia sumiu em 13 de janeiro. Conforme a investigação, ela disse aos pais que iria até a casa do namorado, na mesma cidade.
No mesmo dia, a adolescente foi filmada por uma câmera de segurança deixando o local sozinha. O último registro mostra que ela estava caminhando pela rua sem pessoas por perto. Logo depois, ela desapareceu.
Durante 23 dias, o caso foi investigado pela polícia e pelo Conselho Tutelar. Enquanto as buscas eram realizadas, pessoas próximas da jovem foram ouvidas, entre elas, o cunhado, que é marido da irmã mais velha de Flávia.
O delegado Almeida, o depoimento dele chamou a atenção da equipe e fez com que ele fosse chamado novamente até a delegacia para prestar esclarecimentos. Ao ser ouvido de novo, Alex apresentou contradições com imagens e elementos investigativos que comprovaram, conforme o delegado, que ele estava em um endereço diferente do que havia falado inicialmente.
Depois de negar envolvimento no desaparecimento, o homem confessou que esteve com Flávia em 13 de janeiro. Após, a polícia comprovou que ele a buscou na mesma data.
Câmera mostra Flávia caminhando sozinha às 15h04.
Reprodução
Corpo da jovem foi encontrado em um córrego
Quando confessou o crime, o cunhado também indicou à polícia onde deixou o corpo da adolescente.
No início da madrugada do dia 6 de fevereiro, o corpo de Flávia foi encontrado a 30 metros de distância do lugar onde o cunhado havia apontado. Ele estava em um córrego de Jesuítas, próximo à uma trilha na Estrada dos Ipês.
As buscas foram feitas com o apoio do Corpo de Bombeiros de Toledo, que encontrou a vítima sem vida após uma hora no local.
O jovem foi preso preventivamente na mesma data, às 12h, quando a Justiça expediu o mandado de prisão. A polícia acredita que a chuva causou o deslocamento do corpo.
O suspeito não tem histórico criminal e não morava na mesma casa que a vítima.
Local em que corpo de Flávia foi encontrado fica perto de uma trilha.
Reprodução/RPC
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