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Grupos para venda de conteúdo de pornografia infantil e envio de ‘amostras’ tinham mais de 300 integrantes, diz delegada


Técnico em conserto de celulares foi preso suspeito de ser o responsável por vender o material. Outros dois homens que guardavam imagens nos celulares também foram presos durante operação policial. Prints mostram que suspeito afirmava que tinha conteúdo de pornografia infantil para vender
Polícia Civil/Divulgação
Os grupos montados para venda de conteúdo de pornografia infantil e envio de ‘amostras’ tinham mais de 300 integrantes, de acordo com a Polícia Civil. Um assistente técnico em conserto de celulares foi preso suspeito de montar os grupos e fazer os anúncios dos conteúdos. Outros dois homens foram presos por armazenar as imagens nos celulares.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, com isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa deles até a última atualização dessa reportagem.
“Ele [líder] monitorava e criava grupos, alguns com mais de 300 pessoas. Então é um potencial revendedor desses conteúdos”, disse a delegada Marcella Orçai.
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A delegada explicou que o dono desses grupos criava anúncios digitais com as imagens de exploração, divulgava em grupos de venda de produtos em geral em redes sociais e deixava um link para que os interessados pudessem entrar.
Além dos três presos, a polícia já identificou e está apurando a conduta de mais 15 pessoas que participavam do grupo. Em alguns casos, há comprovantes de transferências bancárias entre os suspeitos.
Operação combate grupo para venda de material com pornografia infantil
A investigação começou há seis meses. A polícia divulgou prints de conversas no WhatsApp que mostram o suspeito dizendo que tem mais de cinco mil vídeos e material pornográfico de crianças para vender.
“Tenho tudo, de 10 anos para cima e para baixo também (risos)”, diz o suspeito.
Em outra mensagem, o suspeito lista os conteúdos que diz ter armazenado:
“Vários. Mãe e filha, estupro, tudo”.
A delegada pontuou ainda que não adianta justificar que não sabia do que o grupo se tratava ou que entrou nos grupos por acaso, porque tinham convites para clicar e participar.
“Não é só um armazenamento de imagens. Para aquela imagem ser armazenada alguma criança foi abusada. Para haver o armazenamento tem que haver o estupro e tudo é crime, e é muito grave”, diz a delegada.
Ao todo, a polícia cumpriu 16 mandados em 11 cidades goianas.
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